suspiro.

8 10 2008

eu não sei qual o meu verdadeiro medo de postar aqui, já que sendo um blog privado e que apenas eu vou ter acesso à ele, eu tenha a liberdade de escrever tudo que quiser. a noite, idéias surgem adoidado – assim como o nome do blog, por exemplo – mas na hora de colocar as idéias em ação, tudo foge. assim como as perguntas de inglês que eu memorizo para fazer ao meu professor, e na hora simplesmente somem. o meu inglês que, penso eu, é uma forma de fuga, aonde eu não conheço ninguém, e ninguém me conhece. lá eu posso ser apenas eu mesma, sem ter que seguir aos padrões que, quem me conhece ha tempos, já está acostumado. assim como a minha gordura. quem me conheceu agora, acha que estou em ótima forma, e que deveria me manter assim. porém, quem já me conhecia antes… sempre comenta como estou mais cheinha, claro, eu costumava ser mais magra. não drasticamente, mas com certeza camisetas tamanho G não ficavam apertadinhas nos seios. estou simplesmente farta de ter que falar mal dos outros pra agradar, ou de fazer piadas o tempo todo só para as pessoas rirem, de fingir que não me preucupo com o vestibular – tão próximo – e de sempre ouvir dizerem ‘ah, mas ela é assim mesmo.’ a imagem que as pessoas fazem de mim não é a da larissa de 18 anos, e sim da de 12 ou 13. nessa idade, eu só pensava em agradar aos outros, e foi de tanto copiar e fingir, que eu formei a minha personalidade, totalmente contrária ao que eu pregava antes. sim, eu gosto de ler e falo corretamente, e me dá ânsias de ouvir dizerem pensano, falano, cozinhano. gosto sim, de fazer piadas, mas não sou a rainha do riso, também sei ser séria. sofro com coisas pequenas, e gosto de ser tratada docemente, embora não me faça mais de vítima. não gosto de axé, e nem que me paguem o ingresso, eu simplesmente não vou. já fui em muitos shows de babados novos, chicletes com banana e asas de águia só para estar na moda. daria o mundo pra ir nos do nightwish, sonata arctica e epica. não tenho culpa quando as pessoas pegam meu celular pra passar músicas, e só se deparam com músicas de qualidade, desculpem, mas cada um no seu quadrado, ok? não tenho culpa se prefiro prestar atenção à aula ao invés de comentar sobre cada mecha de cabelo de determinada garota, e detesto quando pegam minha tarefa pra copiar e acham que estão alugando – semanas e semanas pra copiá-la -. poxa, eu pego tarefas sim, quando falto aula ou coisas do tipo, mas eu devolvo sabe. gostaria sim, que meu cabelo fosse liso, mas tem dias que ele fica bonito do jeito que está, e apesar disso ainda ter que ouvir ‘ué, não passou chapinha hoje não?’ tenha dó né, a vida não é só fofocas e chapas quentes não poxa. tenho coisas importantes para pensar, tenho que decidir o que quero, e simplesmente não tenho tempo mais para futilidades. hello, acabou a época. eu já tenho 18 anos agora. por mais que eu tente, não consigo reverter o que pensam de mim, porém posso ajustar isso com quem ainda vou conhecer. tanto que no inglês me acham calada, porém com piadas inteligentes. às vezes dou umas ratas, mas, quem não as dá? sou tímida sim, com o desconhecido, porém com o que domino, dou um show. adoooro ouvir elogios e incentivos – your performance was top of line, or something like that – e há certas coisas incomuns que eu gostaria de fazer – e que eu vou fazer -. aprender canto lírico e ser uma soprano, quem sabe? vai que há algo entre tarja turunen e anette olzon em mim? gostaria de ter uma banda, fazer teatro, aprender alemão, ir a irlanda um dia, ser loira e poder sorrir sem me preocupar se há algo entre meus dentes e o aparelho. já quis fazer direito, jornalismo e publicidade, mas acho que meu senso de justiça se destaca, ou não. se eu pudesse passar uma borracha nos meus últimos 7 anos de vida, eu o faria. mas somente se pudesse conservar comigo o aprendizado. meu ciume, espero, um dia vai acabar. se é essa insegurança de poder ser quem sou, de poder me libertar e acabar com a censura em minha vida, a solução é renovar. tudo. mudar de ambiente. mas eu gostaria que apenas uma pessoa me redescobrisse. talvez eu melhore, talvez não. mas com certeza, novos sentimentos brotariam e eu não mais teria medo de me expressar. expressar-me, essa é a palavra. preciso gritar para o mundo que quem está aqui, na verdade, é o meu verdadeiro eu.


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